quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Religião

Há um bom tempo eu quero escrever sobre esse assunto, aliás a última postagem que fiz no começo era sobre o assunto mas me perdi e desviei dele.
Pois bem, a um bom tempo queria falar sobre religião, porque acho uma parada muito louca!!!! Louca no sentido que ao mesmo tempo que faz muito bem, pode ser muito prejudicial também, e isso é doido né? (como muita coisa nessa vida, levada ao extremo faz mal não é mesmo)

Ao contrário do que se parece, pra mim a religião não é algo coletivo, mas sim algo muito pessoal e íntimo! Eu acho que religião é uma necessidade pessoal, e cada pessoa vai possuir uma necessidade diferente da outra, por isso que umas são religiosas e outras não vêem necessidade nisso, simples. As pessoas possuem uma pluralidade de características que vão as diferencia das outra. Eu, como uma pessoa que gosta muito de estudar personalidades encontrei na astrologia uma forma de desvendar esses mistérios. E acredito até que penso na religião dessa forma devido a posições no meu mapa que me propiciam isso na verdade!

Eu sou uma pessoa muito religiosa. Meus pais são muitos religiosos, e me criaram na igreja, mas não acredito que isso tenha me influenciado totalmente a seguir a mesma religião que eles (claro que ajudou bastante). Eu sou católica Apostólica Romana. Meus pais me apresentaram essa religião, mas ao decorrer da minha vida e da minha experiência, eu escolhi segui-la!

Conforme fui amadurecendo, fui buscando uma necessidade de entender, e me aprofundar em certas coisas. Coincidentemente, na mesma época que eu descobri a astrologia como uma maneira de estudo pessoal de compreender minha personalidade, eu comecei a estudar e buscar mais sobre coisas a respeito da minha religião. É claro que ai nasce um conflito aliás astrologia e religião é algo que há muito debate como se uma coisa anulasse a outra, até mesmo a religião não dá ouvidos a astrologia e aconselhe que os fiéis também não deem. Eu acho um desperdício, pois acho que as duas coisas tem muito a acrescentar a ensinar na vida das pessoas, e as duas ensinam e acrescentam muito na minha. Eu escuto muito julgamento de pessoas da minha religião por gostar de astrologia mas não dou muito ouvido porque eu sei a relação que tenho com ela (qualquer dia falarei um pouco sobre isso).

Na medida que fui me estudando e me conhecendo, fui observando coisas que não tinha reparado, e minha relação com a religião foi uma delas. Por mais que eu tenha sido criada na igreja, eu sentia que não era só isso o que me motivava a estar sempre frequentando e ate mesmo trabalhando nela. Eu tenho uma necessidade muito grande em mim de alimentar a minha fé e pra isso acredito que preciso ser guiada de alguma forma, e a religião é esta forma. Por isso eu encaro a religião como algo pessoal e individual, e as vezes até mesmo intransferível. As minhas experiências de vida, tal como minha predisposição e necessidade pessoal me fez escolher uma religião pra seguir e me ajudar na manutenção da minha fé. Por isso acho que muitas vezes é difícil você convencer e querer que outra pessoa siga e escolha a mesma ou uma religião a se seguir. E eu entendo que as pessoas mesmo tendo necessidade de uma religião pra guia-las, as necessidades são diferentes, e por isso é necessário que se haja uma pluralidade de religiões, pra essas diferentes necessidades, por que imagina se só existisse uma religião no mundo, que loucura, como todo mundo se veria encaixado nela? É necessário sim que se tenha muitas e que as pessoas tenham a liberdade de escolhe-las livremente de acordo com sua necessidade, ou não escolher também, é um direito!

O que eu acho complicado hoje em dia, é que as pessoas tomam suas religiões como máxima de verdade, sem reconhecer que as mesmas são dirigidas por humanos que erram e que cagam regra, e deslegitimando e julgando as demais. Eu reconheço que minha religião tem seus problemas, tem coisas que eu não concordo, tem seus erros, e tem pessoas que se usam dela pra fazer coisas das quais a própria religião condena. Mas eu como uma pessoa que gosta de estudar as coisas, procuro estar sempre estudando e conhecendo minha religião, até para assim ter como e respaldo para poder criticar as coisas que não concordo e acho errado. Ao mesmo tempo reconheço a diversidade de religiões que existem, gosto inclusive de conversar e descobrir as singularidades e diferenças das religiões. E acho que isso falta um pouco nas pessoas, reconhecer as diferenças e respeitar que é necessário sim que haja diferentes formas das pessoas suprirem suas necessidades.

Enfim, eu vivo minha religião como algo pessoal, participo das atividades da minha igreja, e tenho minha rotina baseada nisso. Mas acho que isso diz respeito a somente a mim, eu escolhi, eu quis, eu necessito e eu sigo. Quando tenho abertura converso sobre, e procuro mostrar os meus porques as pessoas, mas odeio isso de tentar convencer ou transformar as pessoas, porque como já disse acho que isso é pessoal, e vai variar de pessoa a pessoa. Acho complicado dizer que algo que parece tão coletivo ser pessoal, mas no fundo acho que sim é pessoal e vai variar de cada pessoa em pessoa. Acho que é isso...


(Vou aproveitar o espaço pra fazer um merchanzinho! Quem me conhece sabe como eu amo e sou louca em doces! Essa semana eu tive a oportunidade de conhecer o trabalho da Lu e queria indicar pra vocês essa maravilha!!!! Nesse link vocês podem conferir os trabalhos dela, e terem mais informações: https://www.facebook.com/formigasdoceiras?fref=ts )

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

+ AMOR - CAÔ

Quando rolou a parada LGBTT em São Paulo, onde uma transexual foi "crucificada", eu fiquei sem entender o porque de tantos religiosos ofendidos e achando aquele ato um absurdo. Vamos lá, a cruz até onde eu sei é um objeto que se refere a sofrimento, e os Cristãos remetem o objeto ao sofrimento e morte de Cristo, como uma forma de lembrar que um justo foi morto desta forma (inclusive sobre crucifixos em lugares judiciais, o intuito é lembrar que um justo foi morto, e então a cruz é pra lembrar do fato e para que não se cometa tal injustiça - porém essa discussão é outra, e apesar de eu Mariana concordar com essa explicação, acho que o Estado deveria ser laico, pois nem todos são Cristãos e concordam, enfim). Acho que em nenhum momento da história ficou decretado que a cruz era/é um objeto estreitamente Cristão e que nenhum outro grupo poderia usa-lo, né?! Mas entendo o lado da galera que não gostou, um direito deles. 

Pois bem, eu lembro de ver que o intuito da transexual que realizou a performance era alertar como a comunidade LGBTT vem sendo crucificada, e não só sofrendo, mas como morrendo, assim como aquele Cristo que foi morto ha mais de 2 mil anos atrás, por pensar, agir, falar, e ser diferente. Tempos depois, a nossa sociedade faz a mesma coisa que aquela sociedade fez, mas sabe o que mais me dói? É que a sociedade que diz que ama aquele Cristo que foi crucificado e morto injustamente está crucificando e matando seus irmãos, porque eles pensam, agem, falam e são diferentes. E eu me pergunto "Que Cristo é esse que essas pessoas seguem??????" Porque essa semana essa transexual que alertava sobre a crucificação que a sociedade vem fazendo meses atras, foi atacada e esfaqueada, por uma pessoa que segue esse Cristo, e que a reconheceu e fez propositalmente o ato. Ela tentou alertar da maneira mais simples, ela refez uma cena conhecida, que quem tinha o minimo de reflexividade poderia perceber que não era deboche, era um alerta, um recado, e o que aconteceu agora? Ela sofreu na pele a "crucificação" qual ela representava.

Isso me entristece, como ser humana, e mais ainda Cristã!!!!! Eu sei que cada religião tem uma maneira diferente de falar sobre determinados assuntos, mas acho que sim toda e qualquer religião que se diz Cristã deve semear os princípios desse Cristo. Deve promover na sociedade aquilo que aquele Cristo veio promover na terra: o amor, a paz, o respeito e a justiça. De todas as coisas que como Cristã eu aprendi foi o amor, acho que nada fala mais alto que o amor, o amor é a base pra se chegar nos outros princípios. Através do amor que podemos ser mais justos, podemos respeitar as diferenças, e semear a paz, e etc. Mas me dói ver que esse amor virou fanatismo, intolerância, desrespeito e tem pessoas MATANDO em nome desse amor ???????????????????????????

Uma vez um professor de história escreveu no quadro uma frase que me marcou muito, era mais ou menos assim: "o amor não é um sentimento e sim uma escolha". E já pensei muito sobre isso, e é verdade sabia, claro que a gente pode sentir o amor, mas a gente escolhe quem ama, o que ama, porque ama. A gente não ama qualquer um, a gente quer amar o melhor, o que se parece com a gente, dentre outras coisas. A gente escolhe quem amar, e por consequência quem odiar também. A gente ama nossos iguais e odeia nossos diferentes. E isso tem ficado bem claro pra mim. Na minha visão Cristo escolheu amar a todos, até mesmo aqueles que pensavam diferente dele, e porque nós seguidores dele escolhemos não amar nossos diferentes? Não só não amar, como odiar, atacar e feri-los.

Eu sinceramente fico enjoada, enojada, e me dá ânsia tipo de gente que justifica fé pra intolerância e mau caratismo!!! O amor hoje em dia esta sendo regulado, medido e perseguido, alow galera é "amai-vos uns aos outros" e não vamos controlar o amor alheio! Mas ai se você apoia todas as formas de amor você tá errada, ta achando certo, ta achando normal e blábláblá....  Namoralzinho migos, quem sou eu pra dizer quem está certo, errado? Ao invés de apontar, eu quero acolher e amar os meus diferentes, por que se tem uma coisa que meu Cristo me ensinou e eu tento por mais difícil que seja colocar em prática é o amor. Então, quem sou eu pra regular o amor alheio? Eu quero mais é que todo mundo se ame!!!!!!! Independente da forma, do jeito, do gênero, eu quero mais é que o mundo se ame!!!!!! Quando a gente parar pra amar ao invés de regular o amor, ahhh aí sim a gente vai ta sendo exemplo de Cristo na terra!!!!! 
+ AMOR  -CAÔ

(Na verdade eu queria falar sobre religião, mas fiquei tão perturbada com esse caso da Viviany Beleboni que não teve como ignorar, e acabou tomando conta do espaço e ficando isso aí! O próximo texto vou tentar falar sobre religião em si, e o modo como eu lido com a minha, e etc...)

domingo, 14 de junho de 2015

Redução é solução?

Então, queria falar de um assunto que na verdade não queria ter que falar.... É um assunto que de certa forma me incomoda um pouco, mas vejo que a discussão ta bem em alta, e ainda sim vejo tantos argumentos sem sentido que... Enfim, queria falar um pouco sobre a redução da maioridade penal!
Eu não vou fazer um texto com muitos dados/fontes/sites/etc, na verdade queria falar bem clara e abertamente pontos chaves que pra mim são de extrema importância pra se debater esse assunto.
Pois bem, redução seria solução? Reduzir resolveria o problema? Reduzindo tudo ficará bem?
Então, vamos começar pensar no nosso sistema penitenciário. Colocar mais pessoas na cadeia daria jeito? A cadeia em si dá jeito? O sistema penitenciário brasileiro não tem estruturas nem pra receber pessoas de 18 anos pra cima, e isso não preciso nem me aprofundar em matérias a respeito, que acho que é algo bem claro. Eu sempre pensei numa reforma penitenciária como algo a ser estudado, pois ao meu ver prender por "castigo" como é feito só piora as coisas, e como dizem cadeia é "escola de bandido" você entra sabendo um pouco, e já sai expert no assunto, e de certa forma infelizmente isso não deixa de ser uma verdade. Fora que a reintegração dessas pessoas na sociedade são sempre muito difíceis, porque não temos programas pra isso, e muitos ali infelizmente voltam e continuam a cometer crimes, é um ciclo que acredito que só acabara com um sistema que não somente castigue por castigar, mas que possa punir e sim educar (pode ser utópico, acho que até é, mas a educação pra mim é a chave mestra pra tantos problemas, e nesse caso também seria sim). Mas um dia ainda pretendo estudar sistemas penitenciários e talvez achar um sistema que de fato funcione em algum lugar do mundo como forma de não apenas punição mas reeducação, e tal, agora vamos voltar a redução.
Eu tenho alguns motivos e penso que são bem claros quanto essas perguntinhas.
Uma coisa boa de se lembrar também é que essa proposta foge do que está determinado pela nossa Constituição Federal ou seja, é algo inconstitucional.
E uma pergunta fundamental é, não seria mais fácil criar programas e oportunidades e chances realmente tangíveis desses jovens de 16 a 18 anos não terem que recorrer ao mundo do crime? "Ah mas hoje em dia todo mundo tem oportunidade" SERIO MESMO? JURA QUE CÊ ACHA ISSO? Então meu amigo, sinto muito te informar mas na prática isso NÃO acontece não, não mesmo! É muito fácil a gente querer do nosso ponto de vista (geralmente de senso comum de classe média, que nivela todo mundo com base em suas próprias experiências pessoais ou de pessoas próximas e esquece que o país é bem mais desigual e desnivelado do que a gente acha), dizer que hoje temos oportunidade, enquanto tem gente na nossa cidade/estado/país que morre de fome, e não tem alguma expectativa de vida. "Ah Mariana então você ta justificando bandidagem por isso? Fulano que conheço não tinha o que comer, mas batalhou muito e não precisou roubar pra isso" Não, não quero dizer que isso da margem ou é justificativa plausível pra tal ato, mas isso acontece e não da pra fingir que não! O que eu quero é que a gente possa refletir que a criminalidade é algo que enquanto tivermos uma política desigual e que negligência isso, como se as pessoas escolhessem por escolher apenas, e a gente continuar achando que as oportunidades são iguais para todos vai sim existir, porque não, não temos as mesmas oportunidades, não somos iguais, e o sistema que vivemos não ta nem aí pra isso, aliás ele sobrevive sobre essa diferença e desigualdade. (Eu acho que da pra fazer mais mil parágrafos sobre isso explicando minuciosamente, mas queria deixar só uma reflexão simples, que rende aí muito assunto e acabaria desviando o "foco" do texto. O ponto é, nosso sistema acaba propiciando sim o crime, quando negligência que vivemos em classes diferentes, e não se importa em mudar essa realidade, aliás ganha com isso, e não tem iniciativas que queiram mudar de fato essa realidade, ponto.)
Aí eu chego na minha utopia linda, de que a educação é uma arma fundamental na luta contra essa desigualdade. Mas quando eu digo educação, não quero me referir a esse sistema educacional que temos que de atrativo e eficaz não tem nada. Então eu penso numa educação, mas uma educação reestruturada (assim como é preciso repensar o sistema penitenciário), uma educação que não só ensine a obedecer, mas que nos faça pensar, que nos faça questionar, que nos faça desconstruir! Uma educação de verdade, que não apenas ensine mas que transforme pessoas, que então possam transformar esse mundo. As escolas de hoje em dia estão cada vez mais precarizadas, ser professor é um desafio cada vez maior, e que com uma realidade onde as pessoas fogem dessa profissão como o diabo foge da cruz, ou então simplesmente não reconhecem e quando você diz que faz licenciatura, nossa mãe só falta gargalhar na sua cara, porque você vai ser só mais um pobre coitado que recebe mal e passa sufoco com aluno em sala... O ambiente não ajuda, e o sistema educacional é um saco! Não é só "ter escola" mas torna-las atrativas, porque escola pode até ter, mas quem gosta? Vai perguntar pra um jovem porque que ele frequenta a escola, dificilmente será porque a escola é o melhor lugar do mundo, e a educação é apaixonante ao ponto de prender a atenção e fazer com que ele ame essa rotina. É preciso repensar a maneira como a educação é tratada, e buscar exemplos de reformas e sistemas que sim dão certo. Mas acho que isso é sonhar demais né? Ah, e que que isso tem a ver com redução? Simples, se a gente consegue uma educação atrativa, onde o jovem consiga perceber que por meio desta ele vai ter um futuro bacana, ele não vai precisar recorrer ao crime...
Eu comecei a escrever esse texto durante a semana, e to terminando hoje então acabei me perdendo um pouco, e acho que ta faltando coisa ainda pra falar, mas enfim, acho que dá base pra se pensar um pouquinho e dialogar sobre o assunto!
Não acho que reduzir vai resolver! Pensar em medidas a curto prazo e de imediato é só maquiar todo um sistema que não tá nem aí pra resolver de fato questões importantes, e prefere da uma solução fantasiosa que dará sensação de falsa segurança, e no fim das contas não vai adiantar é nada.... Me entristece ver argumentos rasos e a grande mídia endemonizando jovens que comentem tais crimes, ao invés de promover reflexividade e críticas que possam fazer com que isso mude de verdade! Não quero defender, nem procurar justificativas pra o que esses jovens praticam, só queria que pudéssemos repensar que infelizmente enfiar mais gente na cadeia não vai resolver nada, e a longo prazo pode até piorar. Já não funciona com os maiores mesmo, então redução é de fato a solução???????

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Ah, a maternidade...

Desde o dia das mães venho pensando em fazer uma postagem a respeito desse tema, mas tempo pra isso não tava tendo né.
Enfim, acho a maternidade um tema tão lindo, e ao mesmo tempo tão difícil de se falar sobre! 
Eu sempre pensei que a maternidade é uma escolha. E além de uma escolha um dom. O que configura que nem todas as mulheres do mundo vão querer fazer essa escolha, e/ou não tem esse dom. E é exatamente isso que me incomoda e muito falar sobre o assunto. 
Ser mãe deve ser algo sublime sim, acho algo lindo, você gerar uma vida dentro de você, e depois ter a missão de não só criar, mas também cuidar e educar. 
Crianças são seres apaixonantes e iluminados! Eu amo crianças, tenho enorme gratidão a vida por me dar primos maravilhosos que mesmo pequenos e sem saber já me ensinaram coisas incríveis sobre a vida! E sinto uma saudade de ter o contato diário que eu tinha com eles, que aliás a maioria já passou ou estão pela creche da tia Zélia que é mais precisamente localizada na minha casa!
Mas ao mesmo tempo em que eu amo criança, eu não me vejo tendo uma criança e chamando ela de filho(a)... Nunca me imaginei grávida, e por mais que falasse sempre "ah se fosse meu filho/se eu tivesse um filho" e essas frases do tipo, eu nunca de fato pensei em querer realmente ter filhos. Confesso, que pode ser covardia da minha parte, de não achar que tenho capacidade de não só gerar como criar e educar uma vida, mas o fato é que acho que não tem nada de errado em se falar isso! 
Eu já perdi a conta de quantas vezes já ouvi "você é muito nova pra falar isso" ou o clássico "as que mais falam são as que mais vão ter hein" e frases do tipo, ironizando o fato de que eu não achar que tenho pre disposição a maternidade, e hoje em dia eu nem rebato mais...
Eu não acho de forma alguma "vergonhoso" eu dizer que a maternidade não está nos meus planos futuros (assim como o casamento, e é aí que nossaaaaaa, como eu escuto...........). Eu acho até corajoso, eu ter noção de que não me sinto preparada para assumir tal responsabilidade, pois acho que sim é uma responsabilidade imensa, e eu vejo o quanto os pais hoje em dia penam na criação de seus filhos!!!
E o que me incomoda é que o lado que eu sou mais atacada é o lado feminino. As mulheres são as que mais apontam o dedo e querem me mostrar que eu estou "errada" no meu ponto de vista, e escolha, e gente, não é assim! As pessoas são diferentes, e tem vontades diferentes, e isso não as torna melhor ou pior do que ninguém, simples assim.
Quando eu digo que "não pretendo ter filhos", eu não digo "EU NUNCA VOU TER FILHOS", alias o dia de amanhã quem sou eu pra saber não é mesmo? Mas ao contrário eu quero dizer, que eu não planejo, não é da minha vontade, e não me vejo sendo mãe ponto! 
"Ah mas você é nova, daqui a pouco muda de ideia, para de falar besteira" Sim, sou nova sim, e estou passível a mudar de ideia sim! Confesso que se um dia eu tiver vontade, não terei problema em lembrar que um dia eu não quis, e mudei de ideia... (apesar de achar difícil esse dia chegar, trabalhemos com possibilidades né....)
"Mas e se você tiver filho? Vai fazer o que? Fica falando isso que vai acabar pagando pela sua língua" O que eu vou fazer se eu tiver? Vou encarar a responsabilidade e me espelhar em duas mulheres que eu admiro e muito, e tentar ser pra criança pelo menos metade do que as duas foram pra mim! No caso as mulheres são minha mãe Luciene, e minha mãedrinha/babá Zélia. E até por isso, por ter tido duas mãezonas maravilhosas que acho que eu iria ter que ralar muito pra tentar ser uma boa mãe, e sairia na desvantagem ainda, hahahaha.
Enfim, eu sou apaixonada por crianças, acho a maternidade uma das coisas mais lindas da vida, sou eternamente grata a vida por ter uma mãe maravilhosa, que me deu ainda uma mãedrinha de presente que cuidou de mim com todo amor, tenho todos os motivos pra querer ter filhos, mas não sinto ainda que um dia estarei preparada pra encarar essa realidade! E isso não me fará melhor ou pior do que ninguém! Acho mais digno eu assumir que não pretendo ter filhos, do que me tornar uma mãe frustrada e não dar uma boa criação as crianças! Como eu disse lá em cima, acho que sim, a maternidade é um dom, e tem gente que nasceu pra isso, já outros.... E aquela frase "ah vai ficar pra titia" Nossa, eu adoro!!!!!! Falo pro meu irmão sempre que posso, quero ficar pra titia sim, trata de me dar sobrinhos, por que meu sonho é ser titia!!!!!!! hahhahhahahah

sexta-feira, 8 de maio de 2015

E esse blábláblá, alguém traduz?

Sobre o cenário político atual do país, e a algazarra que tem se vivido, alguém me explica???!!!
To perdida, sério!!!!
Então, sempre  gostei muito do tema política, e sempre tratei sobre um tema com uma seriedade muito grande (não é a toa que faço ciências sociais, e tenho uma queda imensa por ciência política).
E sempre, sempre brigava com quem falava com desdém e como se fosse algo que não importasse na nossa vida, nossa mãe! Mas esse 'brigar' eu encarava como uma conversa, tentando explicar e colocar meu ponto de vista e pensamento crítico, apenas.
Mas o que eu mais vejo hoje em dia (principalmente das últimas eleições pra cá) é que a política virou um ringue de guerra de ideologias (ou falta delas), posições e argumentações cada vez mais desconexas e barulhentas. É uma guerra de ódio tão grande que me assusta, e muito!
São discursos preconceituosos sendo afirmados e seguidos com afinco, e as redes sociais potencializam isso de tal forma que chega a dar nojo. É um tal de "fulano disse isso"/"fulano fez isso" que se espalham com tamanha crueldade, e sem o minimo de preocupação de veracidade, expondo valores morais e religiosos afim de reafirmar posicionamentos mesquinhos, que olha...
E deslegitimar é algo que a galera gosta!!!! Deslegitimar e ridicularizar a posição do amiguinho parece que é a coisa mais legal do mundo. Porque se ele não concorda comigo, é só mais um lunático que quer o impossível, mano se toca que isso nunca vai acontecer ok?! Eu to certo, e você tá errado e ponto final, não é mesmo? NÃO AMIGO, NÃO É ASSIM!!!!
Nas manifestações de junho de 2013 quando a juventude saiu pras ruas, a galera mais conservadora falava que era besteira, e que as pautas tinham se perdido, e que eram muitas bandeiras e não sabiam afinal se eram os R$0,20 ou o que era. Pois bem, pra mim 15 de março de 2015 foi o dia dessa galera fazer exatamente o que julgaram ~besteira~ lá em junho de 2013, e fazer o seu protesto. Mas enfim, qual era a bandeira mesmo? Era pelo que enfim? Me desculpem, mas pra mim soou tão desconexo e perdido quanto aquelas lá que eles julgaram. Alias, muito mais desconexa e perdida sim! Porque um cara que levanta cartaz de impeachment (que no cenário atual é inconstitucional, ou seja, configura um golpe), e um cara que quer a volta dos militares, não satisfeito escreve um cartaz em inglês pedindo ajuda do Tio Sam (que também é um golpe), fora outras bandeiras levantadas ne.... Enfim, não satisfeitos com suas pautas confusas, vamos fazer mais barulho! Agora vamos lá na cozinha e bater panela, porque se os cartazes do protesto não deram certo, agora vai né?
Não amigo, não vai! Sabe o que me entristece tudo isso? É as pessoas acharem que a política é uma zona, e que a disputa é de quem grita mais alto. Não acredito que ruídos e barulhos vão de fato ajudar a construir uma política melhor, ou mais eficaz, pelo o contrário! a partir do momento em que a gente perde nossa principal arma que é a palavra, e o pensamento crítico nós entramos numa profunda guerra de quem fala mais alto é que tá certo, mas será que isso? Será?
Não deslegitimo o ato da galera que bate panela (ou que usa aplicativo pra não amassar a sua), mas será que perdemos a força das palavras e exercício do pensamento, e vamos deixar os ruídos que ao invés de ajudar, só atrapalham mais e mais nossa comunicação falar por nós?
Late mais alto que daqui eu não te escuto? Será isso produção?
Não estou tomando partido de nenhum lado, e nem mesmo do governo! Mas acho que essa gritaria, babado e confusão que esta sendo criada, só piora as coisas pra TODOS os lados...
Enfim, eu to cansada hoje é sexta a noite, eu deveria tá no bar bebendo (minha coca) com a galera, esperando a hora de viajar pra casa, to cansada, e acho que é só.... To cansada desse blábláblá que não leva a nada, né.... Até a próxima!

terça-feira, 28 de abril de 2015

Por que um blog?

Então, pensei em um blog porque como disse no post anterior preciso desabafar de alguma forma, de algum jeito, em algum lugar!
Acho que a internet, é uma uma ferramenta maravilhosa pra inúmeras coisas mas acredito que cada coisa deve estar em seu devido lugarzinho, ou seja, de acordo com o que você quer, deve procurar o lugar ~certo~ para expressar isto.
O que não falta por aqui é rede social, mas será que publicar qualquer coisa em qualquer rede seria bacana? Por isso pensei "porra se é pra escrever ~textão~, vamo pro lugar certo né?", nada melhor que um blog então.
Mas antes disso fiquei por um tempo analisando outras redes, as quais eu já tinha certa intimidade (já que nunca tive blog, não sabia/sei como essa bagaça funciona né). E a rede mais próxima a um ~blog~ que eu poderia escrever coisas bacanas (ou não) seria o facebook. Mas facebook? Ah não, essa rede é um saco!!!! ~"ué mas porque você tem conta la então?"~ Então, o facebook pra mim é uma relação de amor e ódio muito forte!!!!! Eu acho bacana, que você possa publicar coisas, postar foto, compartilhar coisas de páginas/notícias, participar de grupos, conversar, enviar arquivos/fotos, até ligar agora via messenger, ual, que rede sensacional, só que não! Acho que o facebook é prático, e deve ser uma das redes de maior acesso aí, porque afinal quem não tem facebook? A maioria das pessoas tem conta não é mesmo?! É fácil manter contato com amigos, famílias, professores, galera do trabalho, e seus ídolos/celebridades ainda, genial isso! Sim, acho isso bacana demais, porém acho que essa mesma rede maravilhosa é tão traiçoeira e perigosa!!!! Traiçoeira no sentido de que tudo (T-U-D-O) que se posta lá é verdade verdadeira, já reparou isso? A minha notícia é verdadeira, a sua pode ser falsa, mas o que eu compartilhei aqui é verdade, eu tenho certeza!!!! As pessoas tomam qualquer coisa como verdade e esquecem de questionar sobre aquilo, e tudo se propaga muito rápido, que as coisas saem do controle. Acho que o facebook cria espécie de ~doutores~ da verdade, as pessoas podem postar aquilo que querem a hora que querem, e o mais triste disso tudo pra mim é que se torna um ringue com discursos de ódio destilados pra todos os lados, e alienação em massa!!!! É tanta divergência de opinião e briga imbecil que me dá preguiça, e que preguiça! Mas o pior nem é a preguiça, o pior é ver o quanto aquela galera se aliena e não consegue sair da sua zona de conforto, e fica lá replicando suas baboseiras sem fim, e você fica pensando cadê alguém pra falar pra ele/a ~migo/a para! tá feio já!~??? Tem dias que eu penso "que que eu to fazendo aqui????" mas ai lembro que preciso dessa rede social linda, porque tenho que manter contato com pessoas que só posso encontrar por lá, e até mesmo pra trocar coisas importantes da faculdade, e etc, fora que como moro longe da família é uma forma de saber o que tá rolando por lá e essas coisas praticas que o facebook proporciona né. Mas enfim, porque eu to falando disso? Por que imagina eu falando isso por lá agora? Imagina a guerra que eu levaria pra minha página que só tem foto, publicação de vídeo dos meus artistas/músicas favoritas, e marcação em foto ridícula da família e amigos? Eu vou até postar o link desse texto lá, mas cê acha mesmo que a galera tá interessada em ~textão~ chato por la? Alias exatamente por isso que eu fiz um blog, ninguém tá interessado no que eu vou escrever mesmo, então deixa eu publicar num blog que só vai ter acesso quem tiver o link, e realmente quer ver que merda que escrevo por aqui né.....
Alias, minha ideia era fazer um blog, e postar semanalmente sei lá, com uma boa frequencia, e pensei em mil coisas pra escrever até fazer esse primeiro oficial texto né, mas ai né tive umas semanas de folga aí, e fui pra casa curtir a família, mas agora aqui estou! Pretendo escrever e desafogar essas ideias chatas aqui dessa cabeça demente! Acho que é isso! Agora vou ali no ~face~ vê o que tá rolando de bom, ta bom? Beijos, e me adiciona lá!

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Pois bem, aqui estou!
Depois de muitos meses de reflexão e inquietação, resolvi fazer um blog. Acredito que o blog será mais um "desabafo solitário", do que algo de grande alcance que traga feedback e afins. Na verdade, nem sei pra quem estou escrevendo, e nem se alguém realmente vai ler o que escreverei, se terei alcance ou não, e essas coisas que motivam esse tipo de rede social... mas eu pensei em escrever. Sim, escrever sobre coisas que ficam entaladas sabe, e que acredito que em outras redes sociais não seria próprio, e nem possíveis.
Não pensei em um roteiro, ou tópicos sobre o que falar, de que será o blog, afinal nem eu mesma sei o que to fazendo aqui, mas eu to! então, acho que vou então falar de tudo um pouco, das inquietações e reclamações diárias em um nível mais abrangente... Faz muitos anos que não escrevo, acho que devo ter até perdido o jeito, mas vamos ver o que vai sair por aqui!
Realmente, não tenho muita pretensão, mas sim vontade de desabafar o que eu também não sei, mas veremos nas cenas dos próximos capítulos....